Para começar, estava preocupado com o tempo, afinal sexta e sábado estava um tempo horrível no rio, fiquei até com medo do evento ser cancelado. Quem já passou de carro na ponte com chuva, vai entender o meu receio. Mas se tem uma coisa que não funciona no Brasil é a previsão do tempo, claro que no domingo o sol resolveu aparecer.
No sábado à noite, fiz um esquenta com 5 choppes e uma porção mineira/carioca deliciosa, claro que fiquei meio lesado ( palavras de quem testemunhou).
Como de costume, acordei 5:30 da matina, tomei meu café da manha, dormi um pouco mais, vesti toda a minha parafernália de corrida ( Fone de ouvido, óculos, pulseira da sorte ), e a fantasia de corredor ( camisa do evento, short e bermuda térmica), quem é, ou já foi gordinho, sabe a utilidade de uma bermuda térmica.
Na largada, fui atrapalhado pelo Mathew Kiptoo Cheboi , quase fui derrubado.
Chegando à Ponte estava num ritmo de treino ainda, estava economizando para La Grande Final. A sensação é única de cruzar a ponte correndo, isso ajudar a esquecer um pouco da vida. Lembrei de olhos nos olhos, imaginei como seria cruzar com seu olhar na chegada. Ah!/Se o mundo inteiro /Me pudesse ouvir/ Tenho muito prá contar / Dizer que aprendi...E na vida a gente / Tem que entender / Que um nasce prá sofrer / Enquanto o outro ri.
Como já sabia os pontos de hidratação com Gatorade ( essa é a vantagem de estudar o percurso antes) não fiquei muito preocupado em beber água o tempo todo ( apenas para diminuir um pouco a temperatura do corpo, coisa de maluco isso).Não entendo o motivo que todo mundo tem receio da subida, talvez seja o costume de treinar nas Minhas Gerais, não senti nada.
Finalmente, cheguei ao ponto chave da corrida, 10 km. Tomei meu carboidrato, diminui um pouco o ritmo, pois espera o grande encontro com a Perimetral. Não sabia como seria, apenas a certeza do ultimo encontro.
Quando entrei na perimetral, foi o momento mais desesperador da corrida. Não pelo cansaço ou qualquer coisa. E impressionante como o psicológico nesse momento pode ser afetado por qualquer coisa. Tinha um maluco na minha frente, que a cada dez passos virava o pé para trás ( não tem como explicar ), aquilo tirou a minha concentração. Foram uns 04 kms, com aquele doido na minha frente, quando resolvi aumentar o ritmo e passá-lo.
De repente, já estava na chegada, naquele momento fiquei surpreso com meu tempo, pela primeira vez conseguir correr abaixo de 2 horas. As decisões do passado são os arquitetos do presente.
Cheers
P.S Mathew Kiptoo Chebo era um dos quenianos na corrida, obviamente nem vi por onde ele passou. O cara terminou a corrida com (1h05m38), nessa hora estava no meio da ponte ainda.

Nenhum comentário:
Postar um comentário